O impacto depende de como cada pessoa acessa a plataforma. Segundo a orientação oficial de migração, quem usa o aplicativo ou o site não precisa fazer uma migração técnica. Desenvolvedores, porém, terão de integrar os novos contratos sem abandonar o suporte às posições antigas do Conditional Tokens Framework, conhecido como CTF.
O teste em produção tem alcance limitado
Em reportagem publicada em 6 de outubro, o Unchained informou que Rajath Alex, responsável pelo protocolo, anunciou o início dos mercados-piloto em 5 de outubro. A previsão é testar o sistema até 30 de outubro e, provisoriamente, passar os mercados criados a partir de 2 de novembro para V2.
Esse tipo de implantação, chamado de canário, coloca uma parte limitada do serviço na nova infraestrutura para observar seu funcionamento real. Não equivale a uma migração de todos os mercados.
A documentação oficial é explícita: adicionar suporte a V2 não converte posições CTF. Para quem mantém uma posição aberta, portanto, importa saber qual sistema registra aquele saldo. Uma integração que passe a consultar apenas V2 deixará de cobrir as posições antigas.
O que muda na estrutura das posições
A relação oficial de contratos mostra a implantação na rede Polygon. O PositionManager registra os saldos das posições ERC-1155. Módulos separados atendem às diferentes estruturas de mercado, e o Router coordena operações com essas posições.
O padrão ERC-1155 permite que um contrato gerencie vários tipos de token. Nesse contexto, os tokens representam resultados possíveis de mercados de previsão. A consolidação da infraestrutura não transforma eventos distintos em um único mercado.
Outro ponto é a diferença entre posição e garantia. A Polymarket descreve pUSD como seu token de liquidação lastreado em USDC. Ele já existia antes do anúncio de outubro: o histórico de atualizações registra sua introdução no CLOB V2, que entrou em produção em abril. O Protocol V2 altera a infraestrutura das posições, em vez de lançar pUSD pela primeira vez.
Autorizações antigas não valem automaticamente para V2
As instruções de migração dos contratos exigem permissões específicas para as operações de V2. As autorizações do CTF não são reaproveitadas automaticamente. Desenvolvedores precisam identificar a versão de cada mercado e usar os contratos correspondentes.
No aplicativo, isso pode aparecer como uma nova solicitação de autorização. O usuário deve conferir a permissão solicitada e se está no aplicativo oficial. Uma notícia sobre migração não é motivo para enviar tokens a endereços compartilhados em mensagens ou textos de terceiros.
A coexistência também exige cuidado na exibição de patrimônio. Um saldo antigo não pode simplesmente sumir de uma ferramenta de acompanhamento porque o programa deixou de consultar o contrato anterior.
A mudança da API tem outro prazo
O guia da Data API prevê a retirada das rotas v1 abrangidas em 24 de outubro de 2026. Há uma exceção expressa para a rota de snapshot contábil, sem equivalente em v2.
Como respostas e paginação mudam, a revisão da integração de dados precisa ser feita separadamente da integração de negociação. O prazo da API não deve ser confundido com o cronograma provisório dos novos mercados.
São três marcos distintos: 24 de outubro para as rotas da API, 30 de outubro para o fim previsto dos testes e 2 de novembro como meta provisória para mercados novos. Nenhum deles exige, por si só, uma transferência manual das posições atuais.